domingo, 5 de agosto de 2007

nada à declarar

um daltonismo peculiar
cego de tanto ver duas cores
preto
branco.
Não me interessam os tons acinzentados:assim chamo o colorido que é o verdadeiro pálido.
Percebo perfeitamente o ser humano fazedor de si mesmo pegando a
pedra bruta,o nada,e moldando-se,usando um punhado de formas
normas cores:o ser humano,o engano, a luta,o vazio.
Sou humano também,existindo ou apenas ecoando o que gritou
o mundo na caverna da minha consciência.
E os objetos,esses me pedem clemência na ânsia da ilusão de existir
A vida social, essa ensurdece a minha consciência aquecendo a minha garganta
Não posso me livrar do mundo por isso as vezes caminho pela rua.
Caminho timidamente com as mãos no bolso
E esses homens inúteis donos de olhos estúpidos
Que no desejo de acompanhar
Acabam por aprisionar,
eu,o indefeso transeunte
Que na maior ingenuidade,
acredita inutilmente
Ser uma coisinha
nesse mar de gente...