sábado, 13 de outubro de 2007

Diálogo hipotético entre Nietzsche e Nelson Rubens


Tema: O paparrazzi na Hiper Modernidade

Nietzsche:o papparrazzi é o que há de mais medíocre,desprovido de subtileza.Mas não é em si mesmo o exemplo mor de plena consciência,essa fluência de mediocridade consegue separá-lo de um ser ainda mais medíocre:o ser que além de medíocre possui miopia diante do espelho.
Nelson- ok, ok, me parece que o filosofo em questão e metido a doutor.
Nietzsche- Esse fantoche que me questiona usando um idioma bárbaro é o exemplo típico da grande massa que povoa a América latina que, além de, uma moral cristã, carrega o peso de uma cultura erudita consolidada através de idéias que permearam os estudos sociológicos e antropológicos desse povo outrora tão aristocrático.
Nelson- Vamos deixarrrrrrrrrrrrr a matemática de lado, que eu quero perguntar e a galera quer saber:como você faz para ter um bigodão?

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

blá,blá,blá.........

Me sinto cada vez mais solitário,preciso começar a trabalhar logo caso contrário enlouquecerei,o ócio solitário é algo muito perigoso,precisamos realizar tarefas das mais inúteis possíveis, sempre movimentos repetitivos que não nos permitam raciocinar direito e nos desvie de nós mesmo,mergulhamos no mecanicismo do mundo de forma imponderável e transformamos o meio em um fim:ganhar o pão tornou-se mais importante que comê-lo,disse certa vez Henry Miller.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

joyce,james joyce

É no mínimo gigantesca a minha expectativa em relação a futura leitura de Ulisses do grande Joyce.me parece que essa leitura será um marco na minha existência,a coisa mais transgressora a que terei acesso. Joyce me parece,e é a todo o mundo literário,um mito um deus a quem a literatura deve tudo e até um pouco mais.
O que mais me fascina em Joyce é a forma como todo escritor que se preze paga um pau pra ele.
haverá um Diego a.j e outro d.j.antes de Joyce e depois de Joyce.
Sou profético em dizer a leitura que Ulisses será uma iluminação pra mim,no sentido religioso.serei como aqueles religiosos dizendo “encontrei Jesus”eu caminharei pela rua dizendo encontrei Joyce ele mudou a minha vida me tirou do mal caminho.imagino-me caminhando pela rua com Ulisses debaixo do braço(como aqueles crentes que carregam uma bíblia)batendo de porta em porta levando a palavra.
Durante a leitura de Joyce caminharei pela rua e abordando o mais maltrapilho dos mendigos perguntarei:lês o quê?
E pobre mendigo como quem faz uma pergunta responderá:
Nada?
Então eu responderei a sua pergunta:
"Pois eu estou lendo Joyce ,James Joyce"com a voz levemente pausada e com a mesmas cadência com que sean connery diz bond, James bond"

domingo, 9 de setembro de 2007

grandes merda

Talvez esse texto seja o que de mais difícil pôde ser tentado a bem da metafísica e talvez também a palavra merda seja um vestigio para descobrirmos que a metafísica rescussitou,
E talvez,não menos talvez nem menos importante,a denominação “de merda” perca completamente seu caráter pejorativo.Mas deixemos as pretensões de lado e vamos ao que interessa:vamos a merda.
Acredito ter encontrado a coisa em si,o que a de mais universal,a idéia merda e suas reflexões e o comportamento do ser humano diante dela.
Dias atrás,durante a confecção de um poema,poema este que terminava com a palavra merda,percebi a capacidade de destruição em massa que essa palavra tem.
Sei perfeitamente que pensar sobre conceitos é uma coisa mais cabível a filósofos do que a literatos em geral, mas a capacidade de lirismo nulo da palavra merda deixou-me profundamente abalado:encontrava eu,agora,o ingrediente mágico para a receita poética de minha geração,um símbolo para o niilismo, o melhor signo para se aplicar realidade a qualquer obra literária.O conceito merda talvez seja o mais desagradável e o mais universal conceito dos dias atuais.Ele é uma espécie de filho do qual todos temos vergonha,algo que não podemos negar:escondemos e disfarçamos. É como o clichê da novela onde o homem de sociedade ama a prostituta e precisa escondê-la.
A palavra,merda,em um poema não atua de forma cruel ela é muito mais que isso ,pois atua com indiferença em relação á poética e ao lirismo,é uma injeção de realidade.Não destrói o poema,faz mais que isso,dilacera qualquer coisa anti-realidade(o sonho ,a fantasia..,)e ela não faz isso como uma assassino a sangue frio que mata e carrega a morte consigo perpetuamente:ela o faz como um general que ordena que soldados seus torturem prisioneiros,e os prisioneiros por sua vez suicidam-se.Mata,indireta,indiferente,impune,livre, não destruindo a ficção e sim superando-a.Um assassinato terceirizado.
É preciso destacar que a palavra merda sempre me pareceu desprovida de significado,isso se deve, sem dúvida alguma, ao fato de tê-la incorporado ao meu vocabulário antes mesmo de saber seu significado.A palavra me serviu única e exclusivamente para ofender coisas ou pessoas.
A merda talvez seja o que há de mais capaz de desmistificar pessoas, os grandes personagens da história e da literatura não cagam,os ícones da cultura pop também não.
Espero que o texto não tenha ficado uma merda!

segunda-feira, 6 de agosto de 2007


há um projeto muito interessante que disponibiliza livros de ficção inspirados em discos dos mais variados estilos de beatles a madonna.os livros são feitos exclusivamente para o site, possui nomes de peso com o ex-vj da mtv gastão moreira e a excelente escritora paulista andrea del fuego.http://www.mojobooks.com.br/

o último que li foi um livro baseado em um disco do lou reed

domingo, 5 de agosto de 2007

nada à declarar

um daltonismo peculiar
cego de tanto ver duas cores
preto
branco.
Não me interessam os tons acinzentados:assim chamo o colorido que é o verdadeiro pálido.
Percebo perfeitamente o ser humano fazedor de si mesmo pegando a
pedra bruta,o nada,e moldando-se,usando um punhado de formas
normas cores:o ser humano,o engano, a luta,o vazio.
Sou humano também,existindo ou apenas ecoando o que gritou
o mundo na caverna da minha consciência.
E os objetos,esses me pedem clemência na ânsia da ilusão de existir
A vida social, essa ensurdece a minha consciência aquecendo a minha garganta
Não posso me livrar do mundo por isso as vezes caminho pela rua.
Caminho timidamente com as mãos no bolso
E esses homens inúteis donos de olhos estúpidos
Que no desejo de acompanhar
Acabam por aprisionar,
eu,o indefeso transeunte
Que na maior ingenuidade,
acredita inutilmente
Ser uma coisinha
nesse mar de gente...